Por que vender arte na praia?

Nós passamos dez anos “estudando”, nos estressando e aí quando terminamos a graduação achamos que já tínhamos aprendido bastante. Mas resolvemos nos especializar fazendo um mestrado na esperança de aumentar as chances de inserção no mercado de trabalho. Só que aí, na verdade, a gente só aprendeu como caminha a Ciência, ou seja, errando mais do que acertando! Eu sei, eu sei, soa frustrante, né?! É porque é frustrante mesmo!! Só que ao mesmo tempo é um desafio, uma questão de honra terminar aquele raio de dissertação.

Finalmente, com nosso diploma suado na mão (yeahh!) o sistema vem e diz “queridas, o mestrado sem o doutorado é como nadar, nadar e morrer na praia!”. O quê??? Então voltamos, como cães arrependidos, para fazer a seleção de doutorado e “estudar” (trabalhar de segunda à segunda) por mais quatro anos, muitas vezes sem ganhar nem um tostão. Isso mesmo! Nossa vida de estudante de graduação ferrado, sem nenhum dindin no bolso continua por mais quatro anos!! Ai ai… assim é o amor pela ciência: padecer no paraíso.

Para não deixar o desespero e a depressão tomarem conta da gente, é preciso deixar para lá aquela preocupação que faz com que pensemos nos problemas do laboratório 24 horas por dia, e começar a viver um pouco (dentro do que nosso orçamento inexistente permite, é claro!). Passamos então a nos dedicar a coisas que proporcionem algum prazer como ir à praia perder aquela cor de laboratório, passear no parque e respirar ar sem solventes tóxicos, fazer trabalhos manuais (sem a necessidade do uso de luvas de látex, que deixam nossas mãos ressecadas), etc, etc…

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E assim, um novo mundo de alegrias surge no escasso tempo livre! As nossas avós vêm bater um papo sobre aquela nova revista de ponto de cruz que compramos, nossas mães “nos dão o bizu” para costurar aquele zíper, passamos a frequentar lojas de tecidos, grupos de artesãs no Facebook…

Em seguida, vêm os amigos e começam a comprar a nossa arte, pedindo cada dia mais e mais modelos diferentes, ativando aquele lado criativo e artístico dos nossos cérebros! Começam a cair uns trocados nos nossos porta-moedas estilizados e já dá pra não comer no bandejão alguns dias da semana. Muita alegria! Sem perceber nos transformamos em doutorandas artistas!!

Foi então que num almoço delicioso de um dia de verão caloroso, regado a muita conversa sobre nosso lado artístico, surgiu a ideia de compartilhar nossas descobertas do mundo da arte na internet. Nosso nome foi inspirado em um fluxograma compartilhado no Facebook, que para todas nós resultava em “vá vender a sua arte na praia”. Infelizmente, ir à praia todos os dias não é compatível com a rotina de laboratório, por isso criamos aqui a nossa “praia virtual” onde todos podem frequentar e dar pitacos!

Sejam bem-vindos!!

 

 

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