A busca pelo curso de corte e costura

maquina

Sempre tive vontade de aprender a costurar, e diante de encomendas de diferentes produtos, senti a necessidade de fazer aulas para aprender a técnica correta. Com isso, aumentaria meu ritmo de produção, pois, teoricamente, erraria menos ao conhecer melhor o “bê-a-bá” da costura. Como na faculdade: primeiro a teoria, depois a prática! Confesso que tive dúvidas se procuraria ou não um curso porque sempre que converso com costureiras ouço relatos nada animadores sobre as experiências que tiveram.  A maioria dizia que o conteúdo era apresentado de forma muito lenta, que ficavam meses aprendendo apenas o molde no papel, e que a pessoa acabava desistindo com o tempo. Além disso, conheço muitas profissionais que aprenderam a costurar sem a necessidade de uma formação teórica. Porém, buscar um curso ainda estava nos meus planos.

Um dia, meu namorado estava passando por um bairro próximo de onde moro, e viu um local que oferecia aulas de costura. Ele entrou, pediu informações e trouxe um folheto com o contato e o endereço. Pronto, agora eu não tinha desculpas! Na semana seguinte, ao sair para comprar material, passei pelo tal curso. Entrei e fui atendida por uma das professoras que, muito atenciosa, parou as costuras que estava fazendo para falar comigo. Apesar de o lugar não ter causado uma boa impressão (desorganizado), gostei dela. Ela tirou minhas dúvidas e disse que uma turma para iniciantes começaria em janeiro. Falou que havia poucas vagas, apenas duas, e que por isso gostaria de saber se eu tinha máquina em casa, e se realmente estava interessada em aprender. Respondi positivamente e deixei um sinal para garantir a vaga. Combinamos que eu voltaria no início de janeiro para pagar o restante e pegar a lista de materiais. Nesse dia, fui para casa feliz da vida. Minha vaga estava garantida! Só desejava que dezembro acabasse logo…

Esse é o meu cantinho mágico...

Em janeiro, conforme o combinado, retornei. Chegando lá, a professora que fez a minha inscrição não estava. Expliquei para a pessoa que me atendeu que eu havia feito matrícula em dezembro, e que estava ali para pegar a lista de materiais. Foi então que aquela má impressão de desorganização que tive no primeiro dia se confirmou. Minha ficha tinha sumido, e não havia nenhuma lista de materiais pronta. A pessoa então  procurou por toda a sala e nada. Por fim, pegou um papel e foi anotando de cabeça o que ela lembrava da lista.  Saí de lá um pouco preocupada, mas fui em busca dos itens.

No dia seguinte começaram as aulas. Teoricamente, o início seria às nove horas e o término ao meio-dia. Cheguei um pouco antes, mas não havia ninguém para abrir a sala, apenas uma aluna esperando. A professora, que eu nunca tinha visto, apareceu calmamente às nove e vinte, entrou na sala e não nos chamou. Fiquei em pé na porta e nada, até que não aguentei e perguntei se podia entrar. Ela apenas respondeu que sim. A aula foi começar, de fato, por volta das dez e meia. Nesse período, ela ficou procurando materiais que não sabia onde estavam (parecia que nunca havia dado aula naquela sala), enquanto nós ficamos aguardando. Na turma havia cinco alunas, sendo que além de mim apenas mais uma era iniciante. Duas estavam bem mais avançadas (já tinham feito saias, blusas, …), e a última queria aprender bordado. Quando finalmente a aula começou, a professora perguntou quem sabia costurar (depois me arrependi de ter dito que sabia algumas coisas), e foi ensinar como manusear a máquina. Como eu sabia, ela não me deu atenção. Depois, passou um exercício de costura reta. Fiz e então ela foi ensinar as costuras inglesa e francesa. Quando terminei, ela ainda reclamou que eu fiz rápido e que, por isso, me passaria algo mais difícil (um bolso simples, que também fiz tranquilamente). Ela viu e pediu para eu refazer  em casa porque uma das costuras havia ficado um pouco torta. Antes que a aula acabasse, perguntei qual era o programa do curso, o que iríamos aprender, e ouvi a resposta: “Não sei! A coordenadora mudou tudo, e não faço a menor ideia!” Como assim?

irritada

Às onze e meia,  ela pediu que guardássemos nosso material, encerrando a aula. Voltei para casa completamente frustrada. Se tem uma coisa na vida que eu sei é onde não quero estar e o que não quero fazer. Definitivamente não havia a menor chance de continuar naquele curso. Minha decepção serviu de estímulo para procurar um melhor. Assim como na Ciência, quando seguimos por um caminho que não dá certo,  é preciso buscar outros para encontrar a resposta da qual precisamos. E foi o que fiz…

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