Diário de uma cientista costureira – capítulo 2

Bem, exercícios de costura para trás, vamos ao que interessa! A primeira lição da terceira aula foi aprender a fazer a costura inglesa. Para quem não é da área, esse é um tipo de costura muito utilizado em roupas, para fechar as laterais de uma blusa ou um short, por exemplo, de modo a esconder, tanto na frente quanto no avesso, as pontas do tecido que sempre desfiam (é uma alternativa para a costura overloque, utilizada nas indústrias). A costura inglesa pode ser feita utilizando uma máquina caseira e confere um ótimo acabamento. No lado direito da peça, é opcional a costura chamada pesponto, pois tem a função apenas de embelezar, já que o tecido já foi unido anteriormente. No avesso, fica uma costura dupla. Até que esse exercício foi fácil, modéstia à parte!rs

frente da inglesa avesso da inglesa

Em seguida, aprendi a fazer a costura francesa. Tem a mesma função da inglesa, porém a montagem e o resultado final são diferentes, pois a francesa pode ser observada tanto no lado direito quanto no avesso do tecido, uma costura dupla. Esse exercício ficou péssimo, mas coloquei as fotos para vocês verem que no início é assim mesmo, nem tudo são flores…

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Depois disso, “M” nos ensinou a fazer um bolso embutido, que pode ser encontrado em bolsas, calças, etc. Meu primeiro bolsinho não é algo que se diga “nossa, que perfeito!”, mas entendi a ideia depois de algumas tentativas.

bolso de calça    DSC_0050

Há também uma variação desse bolso, muito encontrado em calças sociais. Ele tem duas “abinhas” que fecham a abertura, deixando-o mais charmoso. Gostei muito quando aprendi. Lembrei que muitas vezes comprei calças apenas porque tinham esse bolso, que acho lindo! Podemos também colocar um botão para ajudar a fechá-lo ou deixar assim mesmo, vai do gosto do freguês! O primeiro ficou feinho, mas o próximo ficará melhor. Publicarei aqui quando fizer em uma roupa.

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Costuras e bolsinhos prontos, na aula seguinte o desafio foram os zíperes! Muita gente tem dificuldade em costurar essas peças, mas tudo é uma questão de treino. Com o tempo, você vai descobrir a sua maneira de fazer. Antes de começar o curso eu aprendi a colocar zíper em bolsa, mas em roupas é um pouco diferente. A maior preocupação é fazer um bom acabamento, de modo a esconder o carrinho e os “dentes”, principalmente se for o zíper comum. No caso do zíper invisível, o carrinho fica do lado avesso, então naturalmente é mais fácil escondê-lo, mas achei bem mais difícil de costurar, comparado com o zíper comum. Tanto para um quanto para outro é preciso ter um pé calcador próprio. Depois de fazer e desfazer os pontos algumas vezes, fiz os exercícios. Não ficaram uma maravilha, mas já estou acostumada. O primeiro nunca sai perfeito, com raríssimas exceções.

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Essa semana li numa prova de concurso a seguinte frase: “A persistência é o caminho do êxito”, atribuída a Charles Chaplin. Acredito nisso também, na costura e na vida, temos que persistir muito. O caminho para o sucesso tem muitos obstáculos. E quem disse que seria fácil?

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