Exposição Sentidos do Nascer

Há umas semanas dei um pulinho na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, para conferir a exposição Sentidos do Nascer. Vi a divulgação na internet e não quis perder a última semana do evento na cidade. E ainda levei o marido, afinal, eu não estou sozinha nessa! Rsrs

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Fui na expectativa de encontrar uma exposição de fotos de bebês no momento do nascimento, de mães recebendo seus filhos recém-nascidos nos braços…ou qualquer coisa do tipo.

Nada dissooooo! A exposição tem como objetivo contribuir para a mudança da percepção sobre o nascimento, incentivando a valorização do parto normal para a redução da cesariana, quando desnecessária.

Assim que chegamos, fomos surpreendidos com o oferecimento de uma visita guiada, e aceitamos! Os grupos para a visita estavam sendo organizados por número. Enquanto aguardávamos a nossa vez, ficamos em uma área em que estava rolando uma conversa em que nós, a plateia, era esclarecida por profissionais da saúde sobre os mais diversos assuntos relacionados à gestação e ao parto. Nessa área também eram exibidos vídeos explicativos, vídeos de partos naturais, tudo muito interessante.

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Sala de conversas

Foi nessa conversa que começaram a ser desconstruídas algumas ideias que faziam parte do que sabíamos sobre esse momento: o nascimento. Tomamos conhecimento sobre a real necessidade da episiotomia (aquele corte feito na região do períneo), do toque, da administração de soro com ocitocina, as mais adequadas posições para facilitar o parto, o banho quente, a bola de pilates, entre outras informações importantíssimas para a autonomia da gestante nesse momento, que pode ser sublime ou não.

Chegada a nossa hora para a visita guiada, seguimos para um local escuro, em que ficamos grávidos!

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Eu e o marido grávidos.

Em seguida, fomos convidados a entrar no mercado do parto, uma sátira de tudo o que é oferecido para a gestante no grande momento. Tem de tudo gente, e para todos os gostos! Não me interessei por nenhum produto!

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Mercado do parto.

Depois, participamos de um diálogo com pontos que pesam na decisão pela cesária ou parto normal. Meu Deus, como a mulher sofre! É muita pressão.

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Parto normal ou cesária?

A exposição termina no útero, e então nascemos cheios de novas percepções sobre o parto.

É realmente muito interessante e esclarece muitas questões, vale muito a pena. Principalmente, para aquelas gestantes de primeira viagem ou não que não tiveram as informações necessárias para escolher o tipo de parto. Aquele que será melhor para ela e para o bebê, e não apenas o conveniente para o profissional.

Eu apoio o parto normal sim, mas sugiro que você se informe, tire suas conclusões e tome a melhor decisão!

Ainda dá tempo de ver a exposição ela estará de 1 a 30 de agosto no Caminho Niemeyer, em Niterói/RJ. A entrada é gratuita!

Segue o link de um vídeo com mais detalhes feito pelo Canal Saúde da Fiocruz!!!

Doando um pouquinho de mim

Hoje foi dia de doar sangue!

Que emoção, finalmente, ter conseguido cumprir esse compromisso que já estava na minha lista há tempo.

Na verdade, tive um empurrão, um motivo maior para ir. A mãe de uma amiga minha está internada precisando muito de doações de sangue, então mais que rapidamente encontrei um horário na agenda.

Aqui no Rio de Janeiro, o HEMORIO é quem presta assistência em hematologia e hemoterapia à população do estado. Para encontrar o Hemocentro da sua cidade click aqui.

Chegando lá, atualizei meu cadastro, alterei meu nome para o de casada e conferi se minhas informações estavam corretas no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), mudei alguns contatos e tudo certo!

Doe sangue 3O Hemorio estava com poucos doadores, então foi tudo bem rápido se comparado às quase 10 horas que já aguardei para doar sangue em dia de emergência.

Depois de levar um mega susto ao ver na minha ficha que havia alguns anos que eu não doava sangue, passei pela triagem para conferir o preenchimento do questionário, se o peso estava adequado e se não apresentava indícios de anemia. Tudo certo! Fui liberada para doar!

Nesse momento, fui encaminhada para lanchar, o que significa tomar 3 copos de suco bem doce, comer um pacote de biscoito e algumas balinhas. Sempre acho que não vou conseguir dar conta, mas eu estava determinada rsrs.

Hora de doar! A profissional que me atendeu parecia ter mãos de anjo, elogiou minha veia, acertou de primeira, e eu só senti o incômodo da agulha mesmo, nada de mais.

Primeiro, foram coletadas alíquotas de sangue para exames e só depois aconteceu a doação propriamente dita.

O ambiente estava agradável, eu, a responsável pela coleta e outro doador estávamos em uma conversa bem amistosa. Tentei pensar somente em coisas boas para quem pudesse receber aquele pouquinho de mim… Foram pouco mais de 400 mL, e eu não senti nenhum mal estar.

Terminada a doação, segui para o refeitório para receber mais um lanche.

Voltei para casa agradecida por essa oportunidade!

O Hemorio fica localizado na Rua Frei Caneca, 08 – Centro – RJ. Seu horário de funcionamento é 07:00 às 18:00 horas, de segunda a domingo, incluindo feriados. Você pode esclarecer suas dúvidas ligando para o Disque-Sangue: 0800-2820708.

Sabe qual o tipo de sangue eles mais precisam? O seu! Doe vida!

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Passarinhos no laboratório! Ideias para um chá de fralda

Poucas coisas são capazes de trazer tanta alegria como o nascimento de uma criança! E é exatamente assim que nós do laboratório estamos nos sentindo: felizes por estar próxima a chegada de uma menininha fofa, linda e já tão querida, a Julia, filhota da Bê!

Por isso, decidimos realizar e, melhor ainda, organizar o chá de fraldas dela! Neste instante, as ideias borbulham! Apesar de ainda não termos essa experiência, as inspirações na internet são muitas!

Precisávamos de algo que pudéssemos preparar em paralelo à rotina de trabalho, e que fosse pequeno, de acordo com nosso espaço, mas nem por isso deixasse de ser bonito e charmoso!

Com muito carinho!

Colocamos todas as ideias no papel, o que incluía marcadores de páginas como lembrança, bisnagas de chocolate, bem-nascidos, bolo de fraldas e cupcakes! Colocamos sebo nas canelas e partimos para o Mercadão de Madureira (sempre lá! rs).

Com o objetivo de fazer marcadores de páginas de feltro (inspiração que tivemos do chá de bebê de outra amiga), adquirimos retalhos com três tons diferentes de rosa, além de fita branca de tecido (perfeitos para o que queríamos). Eu, entusiasmada com a ideia de realizar algo novo para mim, não hesitei. Seriam passarinhos, ou como eu chamei, “passarinhas de feltro”, simples e delicadas.

Encontrei muitos modelos na internet, e fiquei surpresa ao descobrir que se passa blush de verdade em alguns para ficarem com as bochechas rosadas! Ri sozinha! Que coisa, gente!

Fazendo o molde dos corpos dos passarinhos.

Fazendo o molde dos corpos dos passarinhos.

Com o material em mãos, fiz os moldes (utilizei a nossa própria inspiração como molde, foi mara!). Recortei oito passarinhos de cada tom de rosa, e assim ficaram:

Recortados.

Recortados.

Molde das asas.

Molde das asas.

As três tonalidades de rosa escolhidas.

As três tonalidades de rosa escolhidas.

Como era um marcador de páginas, tinha que colocar algo na outra ponta da fita para dar peso e o acabamento ficar harmonioso! A intenção era de fazer a letra “J” (inicial do nome da bebê), mas não deu muito certo rs, pois ficou parecendo um “L”. Rapidamente, entrei em contato com a Chris para desabafar sobre minha escassez de habilidade naquele momento e ela me deu total apoio para fazer corações. Ufa! Bem melhor!

Tudo certo para eu iniciar o processo de colagem, mas como já eram 23 h, e eu estava para lá de Bagdá e com os dedos doloridos de recortar, deixei para o dia seguinte. Mas estava bem empolgada com tanta novidade!

No outro dia, consegui terminar. Colei as duas partes do corpo, os corações e as asas. Para dar um charme nas asas colei tecido (sugestão da Chris), e também uma pedrinha que eu havia comprado na época do meu casamento, para colocar no bolo (…até que minha mãe e meu primo Di me chamaram  a atenção, dizendo que eu não podia fazer aquilo, já que não eram comestíveis, eram para carro! Meu Deus, que mico… Loucuras de noiva, sabem como é!).

Passarinhas quase finalizadas.

Passarinhas quase finalizadas.

Ficaram faltando só os olhinhos, que queria fazer fechados, e a Kenia ficou de me ensinar um ponto chamado “pesponto”.

Fiz tudo utilizando cola quente, foi minha primeira vez! Tenho que confessar para vocês que adorei o “brinquedinho” (Mesmo tendo queimado os dedos rs)! O que seria de mim sem ela? Foi muito legal! Recorri à internet para saber como usar, coisa de principiante, mas aprendi coisas bem úteis como utilizar outro tubo de cola para empurrar o que já está sendo finalizado na pistola, cortar aqueles fios de cola que ficam com auxílio de uma tesoura e o mais importante para mim: NÃO COLOCAR MUITA COLA!!! Huahauahau

Quando a Kenia foi me ensinar a fazer o pesponto, percebemos que teria sido melhor fazê-lo antes de colar as duas partes do corpo. Aí bateu uma tristeza porque do jeito que estava até daria para fazer, porém, eu precisaria de muito mais tempo, e não tinha. Então, optamos pelos olhinhos feitos com canetinha.

Marcador de página finalizado!

Marcador de página finalizado!

Não ficou como eu desejava, mas também não ficou de todo mau para uma primeira vez!

Lembrança finalizada parti para o próximo passo: os bem-nascidos!

Fiz o bolo de laranja com coco que todo mundo adora. Na hora de cortar utilizei o meu mais novo brinquedinho: o aro cortador quadradinho no tamanho perfeito! Ai Rê, minha querida amiga, o que teria sido de nós com isso em mãos…teríamos sido mais felizes…hauahaua

Olha meu aro cortador que tanto me ajudou!

Olha meu aro cortador que tanto me ajudou!

Bem-nascidos já com recheio de doce de leite e embalados em celofane!Finalizados.

O dia do chá de fraldas chegou e cuidamos de toda a decoração com direito a bolo de fraldas e tudo! Ficou tudo bem delicado!

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Nosso bolo de fraldas.

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Os bem-nascidos nessa cestinha linda e as bisnaguinhas personalizadas de chocolate que a Chris fez.

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As lembrancinhas para os convidados e as cupcakes que a Chris fez.

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Utilizamos um espaço pequeno para montar tudo.

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Os bolos da Julia!

Os amigos que comparecerem levaram algo bem delicioso para comer ou beber, e assim passamos uma tarde muito agradável, cheia de conversas, risadas e alegria para celebrar a chegada da Julia!

E assim foi o chá de fraldas da Julia!

Chá de casa nova – A decoração

O dia estava se aproximando e eu tinha que pensar em uma decoração simples e aconchegante. Lembrei que minha mãe querida tinha umas garrafas pintadas de amarelo, perfeitas para mim! Consegui também uns vidros desses que vêm com milho e azeitona. Decorei com uma fita coral e outra dourada que tinha em casa. No dia anterior ao chá, Chris e eu fomos ao Mercadão e compramos flores, margaridas amarelas e chuvisco, para dar um volume aos arranjos que faríamos.

Veja a delicadeza que ficaram já com as flores:

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Nesse mesmo dia, cheguei em casa correndo para preparar o bolo que me comprometi em levar, o de coco. Eu não poderia levar outro, pois esse é o preferido das minhas queridas amigas! A Chris fez cupckes. Meu Deus! Tudo maravilhoso! Cada uma das convidadas levou algo bem saboroso para passarmos a tarde.

Já no local em que seria realizado o chá, colocamos as lembranças em uma cestinha.

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Organizamos as cupcakes em um lindo suporte de dois andares.

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A Chris utilizou dois porta-retratos que deram mais cor ao ambiente.

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E tudo ficou assim, lindo!

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Esse é o famoso bolo gelado de coco!

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O vidro decorado com a fita coral e as flores!

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As garrafas amarelas e o vidro com a fita dourada, acompanhando a minha foto com meu Ju.

O conjunto!

O conjunto!

E assim foi: uma tarde mais do que agradável, com muitas brincadeiras e boas gargalhadas. Gargalhadas daquelas que só nós sabemos dar, que nos fazem acalmar e querer estar juntas sempre!

Eu amei tudo o que fizemos. Não teria sido tão “mara” se não fosse por cada uma! Deve ser por isso que dizem que quem tem amigos tem tudo!

Dias depois, fui presenteada por mais um chá de casa nova, e vocês já podem imaginar como decorei tudo, não é?!

Chá de casa nova – As lembrancinhas

Depois de decidido realizar o chá de casa nova, precisava pensar em algo para dar aos meus queridos amigos como lembrança da data. Foi aí que tive a ideia (ou deveria dizer inspiração?) de entregar como lembrança utensílios do dia a dia do lar, como pregadores e caixas de fósforo, porém decorados com tecidos!

Nessa hora você se pergunta “pregador e caixa de fósforo?”, mas que lembrança é essa?! Aí eu lhe pergunto: quem nunca usou um pregador para fechar o pacote de algum alimento que sobrou? Mas os meus ainda teriam outra utilidade, a de segurar os recadinhos na geladeira, por exemplo, pois além de decorados, teriam imã!

E a caixa de fósforos –  quem usa fósforos depois do advento dos fogões elétricos??? Mas gente, e quando acaba a energia elétrica, quem está lá para socorrer? A minha caixinha toda decorada e linda! Convencidos? Não há nada mais útil!

Pregador 1Caixa de fósforo

 

 

 

 

Como eu não estava sozinha nessa, falei sobre a ideia para minha amiga Chris. Nós temos um problema seríssimo: gostamos muito uma das ideias da outra, então para a gente não tem tempo ruim.  Por isso, fomos bater perna em Madureira com a missão de comprar pregadores e caixas de fósforo, com preços bem agradáveis ao meu bolso!

 

Mercadão de Madureira

 

Feitas as compras,chegou a hora de arregaçar as mangas novamente. Eu é quem decoraria tudo! Só tinha um problema: o trânsito da Linha Amarela e de Jacarepaguá. Pois é, o único tempo que tinha para fazer era após minhas tarefas de todos os dia do doutorado. Então, encarava com muita coragem os engarrafamentos, mas depois de um trânsito de duas horas e meia a três horas, a coragem já tinha me dado tchau…rsrsrs

Trânsito Linha Amarela

Fiquei alguns dias nesse ritmo, dormindo na madrugada, para que tudo ficasse pronto a tempo. De um lado dos pregadores eu colei o tecido e do outro o imã. Já para as caixas de fósforo, de um lado apliquei o tecido e do outro um adesivo que minha amiga Chris me ajudou a fazer. Depois de eu quebrar a cabeça medindo tudo milimetricamente! Valeu a pena! Consegui otimizar muito o meu tempo recortando os adesivos no ônibus. As pessoas olhavam curiosas, mas eu não ligava, me sentia feliz!

E eles ficaram assim:

Chá 1

Até achei caixas de fósforo amarelas!

Chá 2

Bem delicados, do jeito que eu queria! Montei conjuntos de caixas de fósforo com pregador, coloquei em saquinhos de celofane, fechei com fita amarela, e coloquei uma sempre viva branca e outra coral. Ficaram um charme!

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No próximo post mostrarei como cuidei da decoração no dia!

Beijos!

tenha um bom dia

Chá de casa nova – A ideia

grilling-308914_1280Há muito tempo eu queria compartilhar com vocês a experiência de organizar o meu chá de casa nova. Então, vamos lá!

Quando minhas amigas deram a ideia, eu não topei, pois senti vergonha, já que casaria apenas no civil, sem festas. Mas ela insistiram tanto, que não tive como dizer não, e quando finalmente aceitei, tudo ficou bem divertido. Pensar em todos os detalhes, aperitivos, brincadeiras… A verdade é que eu não estava pensando em nada, parecia que eu estava em outro mundo, no mundo da lua. Acho que isso é coisa de noiva. Bom, foi essa a desculpa que dei.

olives-577801_1280Então, o primeiro passo foi montar a lista. Como eu não tinha nada, pensei: “isso vai ser fácil!”. Engano meu. Minha lista foi feita a dez mãos. Isso mesmo! Cinco pessoas fizeram a lista, e mesmo com o advento da internet encontramos certa dificuldade, por culpa da noiva que não aterrissava!!!

Ok! Lista pronta, comemorei . Então, ela rolou por email. É claro que isso gerou um pouquinho de confusão na marcação dos itens, mas eu me divertia a cada uma, e comemorava imaginando cada coisinha sendo usada no meu novo lar!

kitchen-appliances-701129_1280Resolvida essa questão, comecei a pesquisar as “novidades para o chá de casa nova”. Foi interessante! Fiquei empolgada com a criatividade das pessoas. Eu que nunca havia pensando em nada disso, fiquei feliz e muito inspirada. rs! Nessa altura do campeonato, a única certeza que eu tinha era de que queria tudo amarelo ou coral!

Nos próximos posts contarei como eu mesma fiz as lembrancinhas.

O sonho de passar para a UFRJ e a realidade da universidade pública

minerva-588140_1280Eu me lembro como se fosse hoje aquele telefonema de uma amiga dizendo que meu nome estava lá, entre os classificados.

Não sei se vocês conseguem imaginar o que isso representava depois de um ano inteirinho de pré-vestibular, muitos meses estudando mais de dez horas por dia, maratona de simulados, ausente das reuniões de família, e quase esquecendo que tinha namorado…rsrs. Eu estava mentalmente esgotada, parecendo a “capa do Batman”, como diria meu pai, já que cheguei a pesar 49 Kg, e sem esperanças de ser classificada.

Naquela época  (não que faça tanto tempo assim), o acesso à internet não era tão “facilitado” como hoje e eu dependia de amigos para verem os resultados das provas. Nesse dia, meu pai consertava nosso telefone de casa e eu estava sem celular, ou seja, incomunicável. Foi ele terminar os reparos e o telefone tocou, para minha sorte.

estudarNão sabia se chorava ou se corria para agilizar as documentações. Meu pai também ficou sem ação. Corremos para buscar histórico, ir ao cartório e no dia seguinte eu estava fazendo aquela que seria a primeira de muitas “viagens” à Ilha do Fundão.

Nas primeiras semanas, o cansaço da “viagem” era tanto que eu chegava em casa e dormia até o dia seguinte, acordando cedo para recomeçar a maratona. Mas, nunca reclamei, pois eu estava na Universidade Federal do Rio de Janeiro ou apenas UFRJ, era assim que falava mesmo! E durante os quatro anos de graduação eu me lembrava do início, quando ficava desesperada, perdida naqueles “imensos” corredores, era assim que eu os via.

E durante esses  48 meses, o meu encantamento e aquela sensação de “Meu Deus, eu estou na UFRJ”, foram os mesmos, não foram abalados nem mesmo com a notícia da classificação também para a UERJ e Unirio. Até porque fui amarrada por laços de amizade que duram até hoje e são bem firmes. Não é mesmo Rê, Paula e Kenia?!

traffic-671399_1280Mesmo com todas as turbulências e dificuldades de um curso de graduação, nos mantivemos firmes e fortes, uma apoiando a outra. Foram muitas as amizades que formamos, e os sonhos construídos dentro daquela tão idealizada universidade.

Minha nossa!!! Dez anos se passaram, e eu confesso para vocês que o encantamento já não é tão grande assim. Talvez por hoje ter um pouco mais de conhecimento sobre a realidade da nossa universidade pública, a desilusão agora faz parte do dia a dia. Percorrer os corredores abandonados, ver o mobiliário sucateado e os recursos se escasseando…

É chato ter uma boa ideia em mãos, estar com a vontade e disponibilidade para trabalhar, encontrar pessoas que te apoiam e ter que lidar com a possibilidade de, de repente, não conseguir colocar em prática devido a inúmeras questões que fogem à nossa alçada. Quantas vezes temos que “tirar leite de pedra” para conseguir concretizar um projeto. Se o problema fosse algo isolado, a solução poderia ser mais fácil. Porém, o pior é que não é só comigo. Vejo muitos colegas a minha volta em situações semelhantes. É complicado.

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O sentimento não chega a ser de frustração porque, apesar do descaso, vamos caminhando. Está certo que a passos de tartaruga, infelizmente. Com certeza sinto decepção, por ter esperado muito mais da universidade, por querer fazer muito mais pela instituição. Além disso, sinto-me impotente e limitada diante da falta de investimentos.

Contudo, o lado bom é que exercitamos a nossa criatividade e versatilidade para encontrar um meio de fazer as coisas acontecerem. Procuramos por colaborações que sempre nos enriquecem profissional e pessoalmente. Pena que não seja regra encontrarmos alguém disposto a ajudar e compartilhar conhecimento. Parece contraditório que isso ocorra em uma universidade, mas sim, isso acontece aos montes!

business-world-463338_1280Em meio ao caos científico, em que muitas vezes me vejo, até as amizades ficam mais especiais, porque precisamos mais uns dos outros para suportar e superar as intercorrências do caminho. Perdi a conta de quantas vezes paramos os experimentos e fizemos a nossa famosa terapia em grupo, bem ali, no meio do laboratório! Se saímos com os problemas resolvidos? Pouco provável, mas sem dúvidas saímos sempre com mais força para continuar, para tentar de novo, para buscar ajuda.

Acho que isso tudo acaba me motivando a quebrar minha cabeça até esgotar todas as possibilidades para colocar minhas ideias em prática. Aquela coisa de ” quem quer fazer arruma um jeito” sabe?! Afinal, não importa o que encontramos no caminho, temos que continuar caminhando. Como muito sabiamente dizia meu querido bisavô, que era analfabeto: “viver é dar um jeito“.

E assim vou vivendo, torcendo e tentando colaborar para que a minha e nossa UFRJ, e todas as outras universidades públicas do país saiam do buraco!

Girassóis na mesa

Depois de idas e vindas de BRT (Bus Rapid Transit), de uma passada no hortifrúti para comprar frutas, de carregar um peso que fazia com que eu me perguntasse “meu Deus, por que fiz isso?”, e mais quinze minutinhos de caminhada, finalmente cheguei em casa – exausta!

fruit-228995_1280Estava disposta a tomar um banho e fazer uma refeição leve, somente isto, mas, imediatamente lembrei que não tinha nada para um  jantar. Aliás, tinha sim, feijão cozido ainda sem temperar e salada. Aff…

Então, lembrei do peixe que já havia reservado no dia anterior, e deixei o cansaço de lado. Além de alguns dedos furados, por causa das espinhas do bendito peixe que o marido comprou e escamas para todo o lado, a cozinha estava cheirando a goiaba. Há dois dias a gente não conseguia comer as três goiabas super maduras que estavam na fruteira. Empolgada como eu estava, solucionei o problema preparando um suco bem concentrado. E assim saiu um prato saboroso!!

Jogo americano (1) Era para ser só mais um jantar, mas de repente tudo ficou florido com o jogo americano que comprei lá na loja! Tudo pronto e nosso jantar “mara” começou com girassóis dando um toque especial!

Como trocar um fusível de máquina de café expresso – SQN

Temperatura caindo (pelo menos para os cariocas mais fervorosos), um tempinho bem convidativo para um capuccino ou um chocolate quente no intervalo dos experimentos, durante a leitura daquele artigo interessante ou simplesmente porque poucas coisas são tão agradáveis como degustar algo que aquece o coração, ao lado de pessoas queridas. No laboratório esse desejo poderia se tornar realidade não fosse o fato de a nossa máquina de café expresso estar com defeito.

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Para a gente,  tudo não passava de um fusível queimado, mas depois descobrimos que isso era uma “dulce” ilusão. A primeira grande dificuldade que encontramos foi para abrir a cafeteira.  Já que o problema era o fusível, bastaria abrir a máquina e trocar a peça… Hahahaha só que não. A chave torx não resolveu o nosso problema. Apesar de retirar os parafusos, não conseguimos abrir, e depois ainda descobrimos que além dos parafusos ela tinha travas! E estas estavam além de nossas habilidades.

Então, entramos em contato com o profissional que resolveu um probleminha dessa mesma máquina há um tempo, pedindo informações sobre como abrir a danada para trocar o fusível. Foi aí que tivemos outra má notícia: tratava-se de um fusível térmico (mas meu Deus, o que quer dizer isso??? Não fazia ideia). Fomos orientadas a levar a máquina à loja para aprender a abri-la antes que danificássemos algo. Minha amiga e eu aceitamos a missão!

coffee-161112_1280Eu juro que a gente só queria aprender a abrir a máquina de café expresso para trocar o fusível! Porém, percebemos que as tais travas também poderiam ser utilizadas em portas e janelas de casas, mas ofereciam o risco de o próprio morador não conseguir sair ou entrar de tão difíceis que são para abrir…rsrsrsrs

No entanto, o mais importante foi descobrir que os fusíveis estavam intactos. Nesse momento eu quis dizer “Ah! Caraca, não acredito”. Bem, eu acho que disse…

smiley-150600_1280Pois é, minha gente, o problema era na placa e na peça chamada PTC. O técnico disse que, provavelmente, o que provocou tudo foi um pico da voltagem, que toda nossa rede elétrica está sujeita a receber e recebe diariamente, por isso é importante desconectar os eletro-eletrônicos da tomada após o uso. Fica a dica.

Foi muito interessante, porque o técnico fez todo o reparo na nossa frente, explicando cada procedimento.É impressionante o que eles fazem em meio a todos aqueles fios de solda! Uma solda ali, outra aqui em locais específicos que só o técnico conseguia localizar com sua experiência e lentes de aumento. Uma peça PTC nova e não é que a máquina voltou a funcionar!

electrician-499799_1280Saímos da loja felizes com o atendimento e solução do problema e, acima de tudo, seguras de que da próxima vez deixaremos o aparelho aos cuidados do técnico.

E sobre aquela vontade de abrir a máquina e trocar o fusível, acho que passou! Hehehehe

Cada um na sua área, mas sempre estamos abertos a colaborações!

Ah! Antes que eu esqueça, vos apresento o resistor PTC…

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…e a chave torx

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Agradecimento

No meu primeiro post irei começar pelo fim: os cartões em agradecimento pelos presentes que recebemos pelo casamento!

No final do ano passado casei, depois de mais de uma década de namoro! No início, achamos melhor não fazer festa, já que começaríamos do zero e a grana já estava toda contada. Mas, analisando as opções, achamos viável comemorar com os amigos e familiares mais íntimos. Preparamos tudo muito simples e com muito amor, toda a decoração, bolo, docinhos, lembrancinhas… Mas esses são detalhes para futuras conversas, que ainda teremos por aqui!

wedding-ringsAinda durante os preparativos do casamento, recebi um lindo cartão de agradecimento de uma colega de trabalho recém-casada. Fiquei encantada com a possibilidade de agradecer àqueles que nos presentearam, mas que nós, com toda correria, não tivemos tempo de retribuir com o carinho e a atenção necessários.

Ao retornar da lua-de-mel, pus mãos à obra. Então pensei que esse cartão teria que seguir o mesmo padrão do casamento: simples, delicado e feito por mim! Uma querida amiga, que estava nos preparativos do seu casório, me deu um pacote de papel linho, no tom palha –  achei perfeito! Eu tinha muitas fitas na cor coral, amarelo ovo e uma linda renda amarelo bebê. Não hesitei: optei pela renda e o resultado foi maravilhoso!

Agradecimento1Com cola, renda amarela e papel linho iniciei os trabalhos.

Medi o cartão para que ficasse na proporção que desejava, nem pequeno, nem grande, mas com presença. No word, escolhi a fonte e o tamanho para que ficassem em harmonia com o tamanho e o detalhe da renda. Imprimi dois cartões por folha, e cortei um a um com toda paciência que me cabia. Quando todos estavam devidamente cortados, prossegui com a colagem das rendas.

Agradecimento2Coloquei um pouco de cola em toda área em que aplicaria a renda.

Agradecimento3Espalhei com um palito de dente, pois ele tinha a medida perfeita para o efeito que queria.

Agradecimento4Fiz o mesmo na parte de trás do cartão,  um pouco de cola…

Agradecimento5…e espalhei com o palito.

Agradecimento6Em seguida, apliquei a renda. As ondas que faziam o acabamento da renda, casaram de forma mágica com os nomes.

Agradecimento7A parte de trás do cartão também teve aplicação de renda.

Agradecimento8Cortei a renda bem justa ao cartão.

Agradecimento9Vejam como ficou a parte da frente.

Agradecimento 10O espaço interno para escrever os agradecimentos ficou muito bom!

Agradecimento11A parte de trás ficou livre para eu colocar os nomes de quem receberia o cartão. Utilizei caneta dourada para escrever.

Trabalho concluído e satisfação alcançada! O melhor é poder ver o rostinho de surpresa e alegria dos amigos ao receberem esse mimo!